5 Passos Para Organizar As Finanças de Sua Empresa

17 abril 2017 Gestão

Convidamos o time da Conube – o escritório de contabilidade online criado sob medida para trazer praticidade ao dia a dia de quem quer abrir ou já tem uma empresa – para explicar os passos essenciais para uma boa gestão financeira em seu negócio.

Gestão financeira talvez seja um dos maiores desafios para quem comanda um negócio próprio ou para quem a intenção de empreender.

Temos que concordar que não é uma tarefa simples organizar as contas, saber separar as finanças pessoais das finanças do negócio, criar um fluxo de caixa, entre outras responsabilidades.

Por isso, um dos pontos cruciais para o sucesso da empresa é justamente a correta gestão financeira. E aqui não estamos falando apenas de manter as contas no azul. É necessário observar constantemente todas as informações referentes a entradas e saídas de dinheiro.

A boa notícia é que os principais pontos de atenção já foram mapeados e não são mais segredo para ninguém.

Através de experiência de vários empresários de sucesso e também da visão de especialistas do setor, podemos trabalhar os mais importantes aspectos da gestão financeira e organizar as contas da empresa.

Então, fique atento a estas dicas e comece a colocar em prática para não deixar com que esse se torne um problema e coloque em risco o sucesso do negócio.

1. Não misturar finanças pessoais e empresariais

Imagine a seguinte situação: você está começando seu negócio próprio e esse negócio obviamente ainda não gerou o lucro esperado, nem mesmo para se manter e equilibrar as contas.

Este cenário é perfeito para que o primeiro grande erro de gestão financeira seja cometido – e um dos mais comuns. É quando o empreendedor começa a misturar as contas pessoais com as contas da empresa.

Imagine que, ao final de uma semana de trabalho todo o dinheiro obtido esteja guardado em uma gaveta e a conta de luz residencial seja paga com esse dinheiro. Quanto você tinha? Quanto restou? Ao final do mês, quanto de lucro a empresa obteve e quanto você recebeu como salário?

Confundir as finanças da pessoa jurídica com as finanças pessoais pode tornar tudo muito confuso e gerar desencontro de informações.

2. Faça um planejamento financeiro

Em relação à primeira dica, pode surgir a pergunta:

– Ué, mas se a empresa está começando e ainda não teve o tempo necessário de maturação para gerar algum tipo de lucro, como eu faço para ela não quebrar logo de cara?

E da resposta para esse problema surge a nossa segunda dica: Faça seu planejamento financeiro.

Essa parece óbvia, mas muita gente não faz e é uma das dicas mais importantes. Começar um negócio próprio sem planejamento é pedir para ele não prosperar.

Quando se fala em planejamento, envolve plano de negócios, planejamento estratégico, de marketing, enfim, tudo que envolve o dia a dia da empresa. E alguém duvida que o planejamento financeiro é essencial?

E por que essa dica responde a possível dúvida gerada pela anterior?

Oras, porque se você fez o planejamento financeiro corretamente, já determinou a quantia bruta que você irá disponibilizar para o negócio se manter, sobretudo nos primeiros meses de vida.

É o chamado Capital Social, valor, aliás, que o empreendedor deve especificar no momento da abertura da empresa.

Esse recurso pode ser utilizado para comprar equipamentos, acessórios, contratar serviços, ferramentas, adquirir computadores, carro, ou seja, tudo que for relacionado com o desenvolvimento do seu negócio.

3. Projete o fluxo de caixa

Fluxo de caixa é o controle total de tudo que entra e sai dentro da empresa, mas não só isso.

Ter esse controle é o necessário para que se possa projetar e fazer um planejamento a longo prazo. Tendo todos esses dados documentados de forma organizada, é possível identificar de onde está surgindo algum tipo de problema financeiro que a empresa apresente e, por consequência, alguma ação poderá ser tomada para solucionar.

Para se entender melhor, imagine se no seu balanço financeiro mensal, você observa que o negócio teve prejuízo naquele determinado mês, mas pela relação de gastos da empresa, você verifica que se está gastando mais do que o normal com uma ferramenta que a equipe não está se adaptando.

O corte deste custo pode ser a diferença entre estar no vermelho ou no azul no próximo mês.

4. Procure soluções de baixo custo

Essa é uma regra que vale para sempre, afinal, cortar gastos desnecessários e não assumir outros sem motivo é sempre uma recomendação.

Principalmente no começo da empresa, é importante buscar ferramentas e soluções gratuitas ou de baixo custo.

Hoje, o mercado disponibiliza muitas opções de recursos para a empresa sem que seja necessário se gastar mundos e fundos.

Neste momento, é necessário que as lideranças de todos os setores da empresa estejam conscientes dessas metas e busquem essas soluções. Para isso, é recomendado muito planejamento para se determinar os objetivos e quais tipos de ferramentas e soluções serão necessárias.

Claro que, havendo recursos para investir, o leque de possibilidades se abre mais, porém o planejamento para gastar e investir corretamente é da mesma forma necessário.

5. Eleger uma ferramenta padrão para gerir as finanças

Novamente, uma dica leva à outra. Ou, neste caso, pelo menos está relacionada.

Falando em ferramentas, para que as finanças sejam registradas de maneira correta e efetiva, é necessário que seja criada uma ferramenta padrão para esse controle, mesmo que seja apenas um caderno no qual são anotadas todas as transações.

Todas as compras, desde materiais de escritório, de manutenção de estrutura, serviços, até de proporções maiores, como novas máquinas e equipamentos e acessórios, devem ser registradas de maneira correta para, ao final de certo período, poderem ser analisadas.

Percebe como pequenas ações podem até mesmo definir o futuro do negócio? Entendeu melhor a importância da gestão financeira e como executar uma com eficiência para a sua empresa?

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Quem Escreve

Anderson Feitosa é CEO da Conube, Mestre e Graduado em Controladoria e Contabilidade pela FEA/USP, com mais de 15 anos de experiência na área contábil.